Comprar um carro zero-quilômetro é só uma parte do processo.
Antes de começar a utilizar o veículo normalmente, ele precisa passar pelo:
primeiro registro e emplacamento.
A boa notícia é que:
você não é obrigado a contratar um despachante para fazer isso.
Em muitos estados, boa parte do procedimento já pode ser:
iniciada ou concluída pela internet.
Mas o processo mudou bastante em relação aos antigos procedimentos de emplacamento.
Hoje não faz mais sentido seguir um roteiro baseado em:
- CRV de papel;
- pagamento de DPVAT junto com o registro;
- escolha presencial da placa;
- retirada de documentos físicos no Detran;
- ida obrigatória ao banco;
- instalação da antiga placa cinza.
O padrão atual utiliza:
Placa de Identificação Veicular — PIV, padrão Mercosul
e o documento utilizado para licenciamento é o:
CRLV-e — Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em meio digital.
O procedimento específico ainda varia conforme:
o estado onde o veículo será registrado.
Por isso, este artigo apresenta o fluxo geral e utiliza exemplos atuais para explicar como fazer o primeiro emplacamento:
sem despachante.
Atualizado em 3 de novembro de 2026 · Leitura de aproximadamente 13 min · Conteúdo informativo
Comprou um carro zero?
Antes de pagar um despachante, consulte o serviço de “primeiro registro” ou “primeiro emplacamento” no site oficial do Detran do seu estado. Em muitos casos, o próprio proprietário consegue realizar praticamente todo o procedimento.
Resposta rápida
É possível:
emplacar um carro zero sem despachante.
O fluxo geralmente envolve:
- receber a documentação da concessionária;
- solicitar o primeiro registro no Detran;
- pagar as taxas estaduais e o IPVA devido;
- aguardar a emissão/autorização do registro;
- obter o CRLV-e;
- escolher uma estampadora credenciada;
- pagar a confecção da placa;
- instalar a placa padrão Mercosul.
A ordem exata pode mudar conforme:
o Detran do estado.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, o Detran descreve o processo como registro inicial, pagamento das taxas e do IPVA proporcional, providência da placa Mercosul e posterior disponibilização do CRLV-e.
Em São Paulo, o serviço atual prevê solicitação do primeiro registro, emissão do CRLV-e e posterior emplacamento em empresa estampadora credenciada.
Por isso:
sempre consulte o procedimento específico do seu estado antes de começar.
Neste artigo
- O que é primeiro emplacamento?
- É obrigatório contratar despachante?
- Dá para fazer tudo sozinho?
- Quais documentos são necessários?
- Ainda precisa de decalque de chassi?
- O que aconteceu com o CRV de papel?
- O que é CRLV-e?
- O que é Renavam?
- Como pagar as taxas?
- Precisa pagar IPVA?
- Existe DPVAT em 2026?
- O que aconteceu com o SPVAT?
- Como funciona a placa Mercosul?
- Posso escolher as letras e números?
- Posso fazer a placa em qualquer lugar?
- Quem instala a placa?
- Posso sair da concessionária sem placa?
- Posso rodar sem emplacamento?
- Quanto custa?
- Vale contratar despachante?
- Passo a passo completo
- Checklist
- Perguntas frequentes
- Conclusão
O que é o primeiro emplacamento?
O primeiro emplacamento é o procedimento que registra:
um veículo novo pela primeira vez
nos sistemas de trânsito.
Ele permite que o veículo seja cadastrado junto:
- ao Detran;
- ao Renavam;
- aos sistemas nacionais correspondentes.
Depois do registro, o automóvel recebe:
uma combinação de placa
e pode ter instalada sua:
Placa de Identificação Veicular no padrão Mercosul.
É também nesse processo que o proprietário passa a ter acesso ao:
CRLV-e.

Primeiro registro e emplacamento são exatamente a mesma coisa?
No uso cotidiano, os termos acabam sendo usados juntos.
Mas existem duas etapas importantes:
Registro
É o cadastramento administrativo do veículo.
Emplacamento
É a confecção e instalação física:
da placa.
Em alguns estados, o registro é concluído primeiro e somente depois o proprietário procura:
uma estampadora credenciada.
Preciso contratar despachante?
Não.
O proprietário pode fazer:
o próprio primeiro registro.
Também pode existir representação por procuração.
O serviço oficial de primeiro emplacamento do Amapá, por exemplo, prevê atendimento ao proprietário pessoa física, jurídica ou:
por procurador.
Em São Paulo, o serviço também admite procuração quando necessária.
Portanto:
despachante é uma conveniência, não uma obrigação geral.
Por que as pessoas contratam despachante?
Principalmente por:
- falta de tempo;
- dificuldade com sistemas digitais;
- documentação específica;
- veículos com situações especiais;
- preferência por terceirizar o processo.
Em um primeiro registro simples de carro zero:
muitos proprietários conseguem fazer o procedimento sozinhos.
O processo ainda exige várias filas?
Nem sempre.
Esse é um dos pontos mais ultrapassados do artigo antigo.
Hoje vários Detrans oferecem:
- solicitação online;
- envio digital de documentos;
- acompanhamento eletrônico;
- pagamento por meios bancários digitais;
- CRLV-e.
Portanto, a antiga sequência:
Detran → banco → Detran → setor de placas → Detran novamente
não deve mais ser apresentada como:
regra nacional.
Passo 1 — Pegue a documentação do veículo na concessionária
Quando comprar o carro, confira os documentos fornecidos:
pela concessionária ou fabricante.
Um dos principais é:
a nota fiscal do veículo.
Atualmente, vários Detrans trabalham com:
DANFE — Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica.
O Detran-RS, por exemplo, indica como documento necessário:
DANFE fornecida pelo fabricante ou revendedor.
Em São Paulo, o serviço solicita:
- nota fiscal da concessionária/revenda ao comprador;
- ou nota fiscal do fabricante em venda direta.
Ainda preciso da nota fiscal do fabricante e da revenda separadamente?
Não como regra nacional universal.
O procedimento depende:
da forma de venda e do estado.
Na venda comum pela concessionária, normalmente a nota fiscal emitida para:
o comprador
é um documento central do processo.
Em venda direta, podem existir:
documentos diferentes.
Por isso, confira o checklist do Detran responsável.
Ainda preciso do decalque do chassi?
Não trate o decalque físico como exigência universal.
O artigo antigo dizia que ele era sempre necessário.
Hoje:
o procedimento varia.
Há estados em que os dados são integrados eletronicamente.
Outros podem continuar solicitando identificação ou documentação relacionada:
ao chassi e ao motor.
O serviço do Amapá, por exemplo, ainda menciona nota fiscal contendo identificação legível do chassi e motor.
Portanto:
consulte o Detran do seu estado.
Passo 2 — Separe seus documentos pessoais
Normalmente serão necessários documentos relacionados:
ao proprietário.
Podem incluir:
- documento de identificação;
- CPF;
- comprovante de residência.
Em São Paulo, atualmente são solicitados:
- documento pessoal;
- CPF;
- comprovante ou declaração de residência;
- nota fiscal;
- documentos adicionais conforme o caso.
No Rio Grande do Sul também aparecem:
- documento de identificação;
- CPF quando não constar no documento.
Preciso levar cópia de RG e CPF?
Não existe mais motivo para escrever:
“sempre leve xerox de tudo”.
O formato depende do serviço.
Em processos digitais, os documentos podem ser:
enviados eletronicamente.
Em atendimento presencial, poderão ser exigidos:
- originais;
- cópias;
- documentos digitalizados.
Confira:
o canal escolhido.
Passo 3 — Solicite o primeiro registro
Procure no site oficial do Detran do seu estado por expressões como:
- primeiro registro;
- primeiro emplacamento;
- registro de veículo zero-quilômetro;
- veículo novo.
Em São Paulo, por exemplo, existe um serviço estadual específico de:
registro de veículo zero-quilômetro.
O processo permite acompanhamento eletrônico e, depois da emissão do documento, o proprietário realiza o emplacamento.
É preciso ir ao Detran?
Depende do estado.
Em alguns locais:
sim.
Em outros:
boa parte do serviço é digital.
O Rio Grande do Sul ainda prevê atendimento em:
Centro de Registro de Veículos Automotores — CRVA
no fluxo de primeiro emplacamento.
Portanto:
não existe um único procedimento nacional de atendimento.
Passo 4 — Pague a taxa de primeiro registro
Existe normalmente:
uma taxa estadual de registro.
O valor muda:
- por estado;
- por exercício;
- conforme legislação local.
Não use valores antigos encontrados em artigos sem verificar:
a tabela atual.
Em São Paulo, por exemplo, o serviço consultado atualmente apresenta taxa específica para:
primeiro registro do veículo.
Preciso ir ao banco pagar?
Não necessariamente.
Essa é outra informação antiga.
Hoje os Detrans e secretarias de Fazenda podem disponibilizar pagamentos por:
- internet banking;
- aplicativos bancários;
- Pix em determinados serviços;
- outros canais autorizados.
O meio exato depende:
do estado e da taxa.
Passo 5 — Pague o IPVA quando for devido
O primeiro registro também pode envolver:
IPVA.
No caso de veículo novo, o cálculo pode considerar:
a proporcionalidade prevista pela legislação estadual.
O Detran-RS, por exemplo, inclui expressamente no procedimento:
pagamento do IPVA proporcional.
Em São Paulo, o portal do serviço direciona o proprietário para a Secretaria da Fazenda para:
consulta e pagamento do IPVA.
O IPVA é igual em todo o Brasil?
Não.
IPVA é:
um imposto estadual.
Isso significa que:
- alíquota;
- calendário;
- forma de pagamento;
- regras para carro novo;
podem mudar de:
um estado para outro.
Preciso pagar DPVAT para emplacar em 2026?
Não dentro do modelo antigo descrito no artigo original.
O antigo DPVAT foi extinto.
Em 2024, chegou a ser aprovada a criação do:
SPVAT — Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito.
Mas a Lei Complementar nº 207/2024, que previa o novo seguro, foi posteriormente:
revogada pela Lei Complementar nº 211/2024.
A revogação ocorreu antes de sua implementação.
Portanto, o antigo passo:
“consultar e pagar DPVAT para o emplacamento”
deve ser retirado deste artigo.
SPVAT está sendo cobrado em 2026?
Não com base naquela lei de 2024.
A Lei Complementar nº 207/2024 foi:
expressamente revogada.
Por isso, não inclua SPVAT no passo a passo de primeiro emplacamento como:
uma cobrança obrigatória atual.
Passo 6 — Aguarde o registro e o CRLV-e
Depois que:
- documentação;
- taxas;
- exigências;
forem processadas, o veículo poderá ter seu:
primeiro registro concluído.
Hoje o documento relevante é:
CRLV-e.
No Rio Grande do Sul, o procedimento termina com a disponibilização do:
Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em meio digital.
O antigo CRV de papel ainda existe?
O modelo antigo de:
CRV em papel
não deve ser utilizado como referência para um primeiro registro atual.
O artigo original dizia:
“vá ao setor de Registro para obter o CRV”.
Essa orientação ficou desatualizada.
Hoje o processo é:
eletrônico.
O que é CRLV-e?
CRLV-e significa:
Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em meio digital.
Ele reúne informações relacionadas:
ao registro e ao licenciamento.
Pode ser acessado pelos meios digitais oficiais disponibilizados ao proprietário.
Preciso esperar um documento chegar pelo correio?
Em regra, o documento é:
digital.
Por isso, não se deve mais falar em esperar a impressão do antigo documento verde:
como etapa padrão.
Passo 7 — Providencie a placa Mercosul
Depois da autorização correspondente:
é hora de emplacar fisicamente o veículo.
O padrão atual é a:
Placa de Identificação Veicular — PIV
conhecida popularmente como:
placa Mercosul.
A placa é feita pelo Detran?
Normalmente:
não.
A confecção é realizada por:
empresa estampadora credenciada.
No estado de São Paulo, o próprio proprietário escolhe livremente uma empresa credenciada.
O Detran-SP não determina:
qual empresa deverá ser usada.
Preciso pagar pela placa?
Sim.
O artigo antigo dizia:
“agora você não precisa pagar mais nada, apenas emplacar”.
Essa informação está desatualizada.
A confecção e instalação da placa:
têm custo.
Em São Paulo, por exemplo, o valor da PIV é pago diretamente:
à empresa estampadora
e o preço é definido pela própria empresa.
Portanto:
compare estampadoras credenciadas quando isso for permitido.
A estampadora precisa instalar a placa?
No modelo adotado em São Paulo:
sim.
As empresas credenciadas são responsáveis pela instalação e pela confirmação do procedimento:
no sistema informatizado.
Não basta simplesmente:
comprar uma placa pela internet.
Posso escolher a combinação da placa?
Pode existir:
serviço opcional de escolha de combinação
em determinados estados.
Em São Paulo, por exemplo, há taxa opcional específica para:
escolha da combinação alfanumérica.
Mas as regras variam.
Posso escolher qualquer letra e número?
Não.
Mesmo quando existe opção de escolha:
a combinação precisa estar disponível e obedecer às regras do sistema.
Não significa poder criar:
qualquer placa personalizada.
Posso emplacar em qualquer estampadora?
Precisa ser:
credenciada pelo Detran.
Nunca utilize empresa não autorizada.
Consulte a lista oficial:
do seu estado.
Quanto custa emplacar um carro zero?
Não existe:
um preço nacional único.
O custo pode envolver:
- taxa de primeiro registro;
- IPVA;
- estampagem da placa;
- eventual serviço opcional;
- outras taxas específicas do estado.
Além disso:
o valor da placa pode variar entre estampadoras.
Despachante entra nesse valor?
Somente se você contratar:
o serviço dele.
A remuneração do despachante é:
separada das taxas públicas.
Por isso, antes de contratar, peça que o orçamento discrimine:
- taxas oficiais;
- IPVA;
- placa;
- honorários do despachante.
Assim você consegue identificar:
quanto está pagando pela conveniência.
Posso sair da concessionária sem placa?
Esse tema exige cuidado.
Não é correto simplesmente dizer:
“carro novo pode andar sem placa por alguns dias”.
Existem condições específicas previstas pela legislação de trânsito para circulação antes do emplacamento.
O Detran-SP, por exemplo, informa que, para determinadas situações relacionadas ao primeiro registro:
pode existir licença especial.
Por isso:
não saia circulando livremente com o carro sem placa presumindo que é permitido.
Confirme:
- autorização;
- trajeto;
- prazo;
- condições;
junto ao Detran.
Posso dirigir até a estampadora?
O procedimento precisa respeitar:
as regras específicas do estado.
Se houver necessidade de deslocar o veículo antes da placa:
verifique previamente a autorização existente.
Não utilize informações antigas sobre:
prazos genéricos de circulação sem placa.
Preciso contratar seguro antes de emplacar?
Seguro Auto e emplacamento são:
procedimentos diferentes.
É possível cotar o seguro utilizando informações como:
- chassi;
- nota fiscal;
- modelo;
- versão;
conforme os procedimentos da seguradora.
A cobertura somente estará vigente:
de acordo com a data e horário previstos na apólice/proposta aceita.
Não presuma que sair da concessionária significa:
estar automaticamente segurado.
Seguro é obrigatório para emplacar carro?
Seguro Auto facultativo:
não é uma exigência nacional geral para o primeiro registro de um automóvel particular.
Mas isso não significa que:
não seja importante avaliar.
Um carro zero pode estar exposto desde os primeiros quilômetros a:
- colisão;
- roubo;
- furto;
- danos a terceiros.
Por isso, muitos proprietários fazem a cotação:
antes mesmo de retirar o veículo.
Primeiro emplacamento sem despachante: passo a passo resumido
1. Receba a documentação
Confira:
- nota fiscal/DANFE;
- dados do veículo;
- chassi;
- informações do comprador.
2. Consulte o Detran do seu estado
Procure:
“primeiro registro de veículo zero-quilômetro”.
3. Faça a solicitação
Pode ser:
- online;
- presencial;
- em unidade credenciada;
dependendo:
do estado.
4. Envie ou apresente os documentos
Normalmente:
- identificação;
- CPF;
- residência;
- nota fiscal.
Outros documentos podem ser exigidos.
5. Pague as taxas
Incluindo:
taxa de primeiro registro.
6. Regularize o IPVA
Quando aplicável, conforme:
a legislação estadual.
7. Aguarde a conclusão do registro
Acompanhe:
pelo canal oficial.
8. Acesse o CRLV-e
Depois da emissão:
confira os dados.
9. Escolha uma estampadora credenciada
Somente empresa:
autorizada pelo Detran.
10. Pague e instale a placa Mercosul
Depois da instalação e confirmação:
o primeiro emplacamento estará concluído conforme o procedimento estadual.
Quando vale contratar despachante?
Pode fazer sentido se:
- você não possui tempo;
- existe documentação incomum;
- o veículo veio de operação especial;
- existe erro cadastral;
- o processo exige atendimento presencial complexo.
Mas em um carro zero com documentação normal:
vale conferir primeiro se você consegue fazer sozinho.
Como evitar golpes no primeiro emplacamento?
Use somente:
sites oficiais.
Confira se o domínio é realmente:
- gov.br;
- do governo estadual;
- do Detran.
Cuidado com páginas que anunciam:
- emissão imediata de CRLV;
- liberação de placa;
- pagamento de taxa por Pix para pessoa física;
- “atalhos” para emplacamento.
Quando precisar de estampadora:
confira se ela aparece na lista oficial de credenciados.
Posso comprar placa pela internet?
Não utilize fornecedor aleatório.
A placa precisa seguir:
o processo oficial de autorização e estampagem.
Em São Paulo, por exemplo, as estampadoras credenciadas também são responsáveis pela instalação e registro da confirmação no sistema.
O emplacamento pode ser feito no mesmo dia?
Pode variar.
Depende de:
- estado;
- análise;
- pagamento;
- documentos;
- processamento;
- estampadora;
- disponibilidade.
Não existe prazo nacional único.
E se houver erro na nota fiscal?
Resolva antes:
de concluir o registro.
Confira cuidadosamente:
- nome;
- CPF/CNPJ;
- chassi;
- modelo;
- versão;
- dados do veículo.
Um erro cadastral pode:
atrasar o procedimento.
E se o carro estiver financiado?
O financiamento não elimina:
a necessidade do primeiro registro.
Pode existir:
gravame relacionado à alienação fiduciária
registrado eletronicamente.
Normalmente a operação financeira e os sistemas correspondentes enviam:
os dados necessários.
Confira se a informação está correta antes:
de concluir o processo.

Posso registrar o carro em outro estado?
O registro precisa respeitar:
as regras de domicílio e competência aplicáveis.
Não escolha um estado apenas porque:
a taxa é menor.
Utilize:
as informações reais do proprietário.
Checklist antes de começar
Concessionária
- Nota fiscal emitida corretamente?
- Chassi correto?
- Nome correto?
- CPF/CNPJ correto?
- Dados do veículo conferidos?
Proprietário
- Documento de identificação?
- CPF?
- Comprovante de residência?
- Procuração, se necessária?
Detran
- Consultei o serviço oficial?
- Sei se o procedimento é digital?
- Verifiquei as taxas?
- Conferi os documentos adicionais?
Tributos
- Consultei o IPVA?
- Efetuei os pagamentos necessários?
Registro
- Solicitação concluída?
- Dados conferidos?
- CRLV-e emitido?
Placa
- Escolhi estampadora credenciada?
- Comparei o preço?
- Autorizei corretamente?
- Placa instalada?
Seguro
- Fiz cotação?
- Data de início da cobertura conferida?
- Roubo e furto?
- Colisão?
- Terceiros?
- Franquia?
Perguntas frequentes
Posso emplacar carro novo sem despachante?
Sim.
O proprietário pode realizar o procedimento diretamente.
Preciso ir presencialmente ao Detran?
Depende do estado.
Parte ou todo o primeiro registro pode ser digital em determinados locais.
Preciso da nota fiscal?
Sim, ela é um dos documentos centrais do primeiro registro.
Preciso de RG?
É necessário apresentar identificação aceita pelo órgão.
Preciso de CPF?
Sim, o cadastro do proprietário precisa estar corretamente identificado.
Preciso de comprovante de residência?
Normalmente faz parte da documentação, mas confirme as regras estaduais.
Preciso de decalque do chassi?
Não trate isso como regra nacional. Alguns Detrans podem solicitar documentação específica de identificação do veículo.
Ainda existe CRV de papel?
O processo atual utiliza documentação eletrônica.
O que recebo depois do registro?
O documento atual é o:
CRLV-e.
O que é placa Mercosul?
É o padrão atual da Placa de Identificação Veicular utilizado no Brasil.
A placa é gratuita?
Não.
A estampagem e instalação normalmente são pagas.
Quem cobra pela placa?
A empresa estampadora credenciada.
O Detran escolhe a estampadora?
Não necessariamente.
Em São Paulo, por exemplo, o proprietário escolhe livremente entre as credenciadas.
Posso instalar a placa sozinho?
Siga a regra estadual. Em São Paulo, a estampadora credenciada é responsável pela instalação.
Preciso pagar DPVAT?
Não existe atualmente aquela cobrança do antigo DPVAT como descrita no artigo original.
E o SPVAT?
A lei que previa sua criação foi revogada pela Lei Complementar nº 211/2024 antes de sua implementação.
Preciso pagar IPVA?
Veículo novo pode gerar IPVA conforme as regras do estado, inclusive cálculo proporcional em alguns locais.
IPVA é igual em todos os estados?
Não.
Posso escolher a placa?
Alguns estados oferecem serviço opcional de escolha da combinação disponível.
Posso escolher qualquer combinação?
Não.
Posso rodar sem placa?
Não presuma que é permitido. A circulação antes do primeiro emplacamento depende das condições legais aplicáveis.
Posso sair da concessionária e viajar sem placa?
Não faça isso sem verificar previamente as regras e autorizações aplicáveis.
Seguro é obrigatório para registrar?
Seguro Auto facultativo não é uma exigência nacional geral para primeiro registro de carro particular.
Posso contratar seguro antes da placa?
Pode ser possível usando os dados do veículo, conforme a seguradora.
Vale contratar despachante?
Depende de quanto você valoriza tempo e conveniência.
Fazer sozinho é difícil?
Em processos simples, pode ser bastante viável, especialmente onde existe serviço digital.
Conclusão
O artigo antigo apresentava o emplacamento como um processo baseado em:
quatro idas presenciais e várias filas.
Esse procedimento ficou:
desatualizado.
Em 2026, diversos estados já utilizam:
- serviços digitais;
- integração de dados;
- documentos eletrônicos;
- CRLV-e;
- estampadoras credenciadas;
- placa Mercosul.
O fluxo geral atualmente é:
documentação → primeiro registro → taxas/IPVA → CRLV-e → estampadora → placa.
Mas existe uma regra fundamental:
o Detran é estadual.
Isso significa que detalhes sobre:
- documentos;
- atendimento;
- valores;
- ordem das etapas;
- vistoria;
- IPVA;
- instalação da placa;
podem variar.
Por isso, antes de começar:
consulte exclusivamente o Detran do estado onde o veículo será registrado.
Outra grande mudança está nos documentos.
O antigo:
CRV físico
não deve mais ser utilizado como referência do processo atual.
Hoje existe:
CRLV-e.
Também não é mais correto incluir:
DPVAT
no roteiro.
A legislação que previa o SPVAT foi revogada no final de 2024 antes da implementação do novo seguro obrigatório.
E existe mais uma correção importante:
a placa não é necessariamente gratuita depois do pagamento das taxas do Detran.
A confecção da PIV é realizada por:
estampadora credenciada
e normalmente existe cobrança específica.
Em São Paulo, por exemplo, a estampagem é paga diretamente à empresa escolhida pelo proprietário.
Portanto:
sim, ainda é perfeitamente possível emplacar seu carro sem despachante.
E, dependendo do estado, hoje pode ser:
bem mais simples do que na época do artigo original.
Comprou um carro zero?
Consulte primeiro o serviço oficial de primeiro registro do Detran do seu estado. Depois, aproveite para cotar o seguro antes de começar a usar o veículo no dia a dia.

Sobre o conteúdo
Atualizado em 3 de novembro de 2026 · Conteúdo informativo
Este artigo atualiza integralmente o antigo:
“Como emplacar o carro sem despachante”.
As principais mudanças foram:
- atualização para serviços digitais;
- retirada da sequência obrigatória de filas;
- retirada do antigo CRV físico;
- inclusão do CRLV-e;
- atualização para placa Mercosul;
- inclusão de estampadoras credenciadas;
- correção da afirmação de que a placa não teria custo adicional;
- retirada do DPVAT;
- explicação sobre a revogação do SPVAT;
- atualização do papel do IPVA;
- retirada da exigência universal de decalque do chassi;
- inclusão de diferenças entre estados;
- atualização sobre procuração;
- inclusão de cuidados contra golpes;
- inclusão da possibilidade de contratar seguro antes do emplacamento.
O serviço de primeiro registro continua sendo:
de competência estadual.
Portanto:
o procedimento oficial do Detran local sempre prevalece sobre qualquer passo a passo genérico.
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